Na atualidade a prática de exercícios tornou-se uma das principais características nas sociedades modernas, sendo a corrida a forma mais comum. Outras atividades como natação, ciclismo, futebol, vôlei, basquete e esportes com raquetes (tênis, squash) envolvem um número enorme de participantes. Esse exercício recreacional soma-se ao gasto energético efetuado nos locais de trabalho do ser humano, sendo o gasto energético menor nas sociedades sedentárias. Antes da Revolução Industrial, o trabalho braçal humano era responsável por 30% da energia gasta nas fábricas e no campo. Na atualidade, nos países ricos e nas camadas dominantes dos países pobres, esse gasto energético equivale a menos de 1%. Isso criou a forma sedentária de vida, algo recente na história da humanidade, acostumada a intensa atividade física em sua evolução. Grande número de doenças podem ser influenciadas pelo exercício, como asma ou disfunção renal, ou mesmo prevenidas em sua ocorrência, como problemas cardiovasculares. O corpo humano atua como uma sofisticada máquina de reações químicas que em repouso transforma a energia química presente nos alimentos em trabalho mecânico, como os batimentos cardíacos ou os movimentos do diafragma na respiração ininterrupta, que persistem por toda a vida. Isso equivale a menos de 10% da energia gasta em repouso, sendo o restante usado pelas bombas osmóticas que mantêm os gradientes iônicos nos tecidos e nos processos bioquímicos intracelulares necessários para a reposição das moléculas continuamente destruídas no funcionamento das diversas células do corpo humano. Essa energia consumida é eliminada do corpo na forma de calor. Um paciente com febre extremamente elevada com risco de letalidade apresenta aumento do metabolismo orgânico em torno de 100% acima do normal, enquanto um corredor de maratona, na sua fase final, possui seu metabolismo aumentado em até 2.000% acima do normal, demonstrando a complexa inter-relação entre a doença e a prática de esportes e exercícios pelo corpo humano.
Os efeitos fisiológicos do exercício dependem do tipo de atividade, bem como de sua intensidade, duração e freqüência. O exercício pode ser dividido em isométrico e isotônico, dependendo do tipo de atividade muscular realizada. Na contração isométrica ocorre aumento na tensão muscular sem mudança significativa no comprimento da fibra muscular. Nenhum trabalho externo é realizado, mas energia é gasta de forma substancial, como no halterofilismo. Em contraste, o exercício isotônico envolve o encurtamento das fibras musculares com pouco aumento na tensão, como na natação, no ciclismo ou nas corridas. A maioria dos outros exercícios envolve elementos isotônicos e isométricos. Os exercícios isométrico e o isotônico diferem substancialmente nos seus efeitos fisiológicos. O exercício isométrico aumenta a resistência vascular periférica de forma generalizada, ao mesmo tempo que causa aumento na pressão sangüínea sistólica e diastólica com pouco aumento no volume sistólico e no débito cardíaco. No exercício isotônico, a resistência vascular periférica total cai, mas a freqüência e o débito cardíaco aumentam. A pressão sistólica aumenta significativamente, com pouca alteração da diastólica, o que causa discreto aumento na pressão arterial média. O trabalho isométrico causa sobrecarga de pressão ao coração, enquanto o exercício isotônico causa sobrecarga de volume. Os efeitos hemodinâmicos do exercício isométrico dependem de sua intensidade. A força de um músculo é determinada principalmente pelo seu tamanho, com força contrátil máxima entre 2,5 e 3,5 kg por cm2 da área de seção transversal muscular. Um levantador de pesos de nível internacional pode ter um quadríceps com área de seção transversal atingindo até 150 cm2, o que pode ser traduzido numa força contrátil máxima de 525 kg. Essa mesma força extraordinária pode causar ruptura do tendão patelar, local sobre a qual ela é aplicada no levantamento da carga, além de também poder causar luxação de cartilagens articulares, fraturas de compressão ou rutpura de ligamentos. Caso sejam superados 20% da capacidade de contração voluntária máxima (CVM), a contração isométrica excessiva prejudica o fluxo sanguíneo do músculo em funcionamento, levando ao aparecimento do metabolismo anaeróbio, o qual limita a duração do exercício. A intensidade do exercício isotônico pode ser expressa em função da capacidade de captação de oxigênio. Um exercício isotônico é considerado leve quando estiver abaixo de 25% da capacidade máxima, médio entre 25 e 50%, intenso entre 50 e 75% e exaustivo entre 90 e 100%. Em condições de grande atividade (80 a 100% da capacidade máxima), a musculatura esquelética requer mais oxigênio do que aquele que pode ser oferecido pela circulação sanguínea, levando ao surgimento também do metabolismo anaeróbio. Diferentes grupos musculares também causam diferentes alterações hemodinâmicas durante o exercício. Atividades com os membros superiores causam maior aumento na freqüência cardíaca e na pressão sanguínea do que atividades com os membros inferiores, para um mesmo consumo de oxigênio ou idêntico trabalho realizado. O exercício isométrico aumenta a força e a massa muscular. Atletas competitivos podem ser bastante beneficiados pelos exercícios isométricos. Pacientes em reabilitação devido a problemas musculoesqueléticos também podem ser beneficiados por exercícios isométricos para aumentarem sua força muscular, principalmente quando a imobilização articular limita exercícios dinâmicos. Entretanto, o exercício isométrico estático produz discreto condicionamento cardiovascular e as alterações circulatórias causadas pelo exercício isométrico podem ser prejudiciais ao paciente cardiopata. Por outro lado, o exercício isotônico dinâmico é mais benéfico e produz alterações cardiovasculares de adaptação úteis em atletas e em pacientes. Por isso, a melhor e mais saudável forma de exercício é a atividade dinâmica isotônica.
A resposta do sistema circulatório à sobrecarga imposta pelo exercício de forma aguda envolve um enorme aumento do débito cardíaco, que pode aumentar em adultos jovens dos 5 l/min normais para 20 l/min. Esse aumento de débito cardíaco acarreta o aumento da freqüência cardíaca em mais de 300%, ao mesmo tempo que triplica a utilização periférica de oxigênio. A resistência periférica total diminui e o sangue é desviado de áreas como vísceras e músculos não funcionantes para os músculos em exercício e circulação coronariana, onde o fluxo de sangue pode até quadruplicar. Essa redistribuição é feita pelo sistema nervoso autônomo, catecolaminas circulantes (adrenal) e por fatores auto-reguladores locais. A capacidade máxima de aumento da freqüência cardíaca está relacionada com a idade do indivíduo (diminuir idade de 220 para avaliar freqüência máxima). Embora o condicionamento físico não altere a capacidade da freqüência cardíaca máxima, ele influi de forma importante na freqüência cardíaca em repouso e na resposta cronotrópica ao exercício. Um treinamento regular, dependendo da intensidade, duração e freqüência dos exercícios, causa mudanças fisiológicas em grau variável no sistema circulatório.
Para adultos saudáveis, um bom condicionamento físico pode ser obtido com um mínimo de treinamento de três a cinco vezes por semana e cada sessão de exercícios deve envolver pelo menos mais de 50% da capacidade de captação de oxigênio em exercício isotônico (exercício mais de 60% de aumento da freqüência cardíaca) - exercício intenso mas não exaustivo - de forma contínua por um mínimo de 15 e um máximo de 60 minutos. Obviamente indivíduos sedentários devem iniciar seu condicionamento físico de forma gradativa e progressiva até atingir a intensidade recomendada. Bradicardia com maior volume sistólico de ejeção é a principal característica do bom condicionamento, sendo comum um atleta com freqüência basal de 40 a 50 bpm. Isso ocorre devido ao aumento da atividade vagal, juntamente com a diminuição da atividade simpática e da densidade de receptores beta-adrenérgicos. O consumo máximo de oxigênio (VO2máx.) é um excelente parâmetro para avaliação do condicionamento físico. Tal consumo, maior em homens do que em mulheres, começa a diminuir a partir dos 20 anos de idade, sendo que um indivíduo com 60 anos possui apenas 2/3 da capacidade de exercício de um jovem.
O exercício físico regular atenua os efeitos da idade na capacidade aeróbica, evidenciando que inúmeros efeitos da idade sobre a capacidade física estão vinculados ao desuso, em lugar da simples senilidade. Um aspecto importante no bom condicionamento físico é a regularidade dos exercícios. Um indivíduo normal que fique confinado ao leito por três semanas perde mais de 20% de sua capacidade de consumo máximo de oxigênio, enquanto o treinamento regular e por longos períodos aumenta essa capacidade. Além do treinamento, existem fatores genéticos pouco conhecidos que influem na capacidade física, o que diferencia grandes atletas de outros, apesar do bom treinamento efetuado por todos. Campeões olímpicos, assim como os gênios, nascem feitos, não sendo possível criá-los. Mas pela impossibilidade de identificá-los precocemente, para serem submetidos ao treinamento adequado, muitos deles aparecem em conseqüência da seleção natural em competições esportivas. Uma série de adaptações ocorre no sistema cardiovascular com o treinamento físico, como aumento do volume sistólico, da massa muscular ventricular e da força de contração, além de aumento do tamanho das artérias coronárias e da densidade capilar no miocárdio. Ocorre também maior extração de oxigênio na periferia, com desvio de sangue de áreas de baixa extração (circulação esplâncnica) para áreas de grande extração, como os músculos treinados. Um indivíduo que faça condicionamento para um grupo particular de músculos (p. ex., pernas), apresentará melhor capacidade de extração e de consumo de oxigênio apenas para os músculos treinados. O condicionamento físico diminui o risco de hipertensão arterial, bem como diminui os níveis pressóricos sistólico e diastólico em hipertensos, sendo possível interromper o uso de medicamentos anti-hipertensivos em quase 50% dos pacientes com hipertensão arterial leve. Estudos comparativos evidenciaram semelhança de eficácia no controle da hipertensão arterial entre o propranolol e o bom condicionamento físico, por meio de um mecanismo ainda pouco conhecido, pois o exercício habitual tende a aumentar a secreção de renina, angiotensina, aldosterona e o volume plasmático. Por outro lado, o exercício estático, isométrico (halterofilismo) causa aumento da resistência vascular periférica, devendo ser contra-indicado a pacientes hipertensos e/ou cardiopatas. O exercício continuado diminui o nível de catecolaminas circulantes, diminuindo o risco de arritmias e, em pacientes cardiopatas, o condicionamento físico melhora o débito cardíaco.
Devido ao aumento do consumo de oxigênio e da produção de gás carbônico, as trocas gasosas nos pulmões aumentam durante o exercício. A ventilação pulmonar aumenta linearmente com a captação de oxigênio e a produção de gás carbônico, até que uma carga máxima de trabalho seja atingida. Nessas condições, o consumo de oxigênio pela musculatura esquelética excede a oferta e, como conseqüência, o metabolismo torna-se anaeróbico, com energia obtida pela glicólise em lugar da oxidação da glicose. O acido lático formado é tamponado pelo sistema bicarbonato, mantendo o pH dentro de limites normais. O CO2 liberado estimula os corpos carotídeos e aórtico, bem como quimiorreceptores centrais, produzindo aumento na ventilação com taquipnéia e hiperpnéia. Atletas treinados sabem quando atingem a fase anaeróbia, devido ao grande aumento da freqüência respiratória e pela sensação de dispnéia. A inalação de oxigênio a 100% não interfere na recuperação após o exercício intenso nem melhora exercícios subseqüentes, pois não ocorre aumento no transporte de oxigênio aos tecidos, que já está no seu limite máximo. Exercícios habituais não alteram a função pulmonar de indivíduos normais e a capacidade ventilatória de atletas ocasionais e indivíduos sedentários é bastante semelhante. Por outro lado, atletas bem treinados apresentam maior capacidade ventilatória, devido ao melhor condicionamento da sua musculatura esquelética. Exercícios físicos podem ser benéficos para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), devido às melhoras circulatórias, sendo que para a melhora ventilatória desses pacientes deve haver treinamento específico da musculatura ventilatória inspiratória.
A musculatura esquelética é composta de dois tipos de fibras: as fibras vermelhas (tipo I), que possuem alto teor de mioglobina, mitocôndrias e grande capacidade oxidativa, e as fibras brancas (tipo II), que têm capacidade contrátil mais rápida, mas menor teor de mioglobina, de mitocôndrias e menor capacidade oxidativa. As fibras tipo II são subdivididas em subtipos IIa e IIB com base nas suas propriedades enzimáticas e contráteis. As fibras vermelhas são supridas por neurônios curtos e são ativadas preferencialmente durante trabalhos prolongados e de baixa intensidade, sendo que as fibras brancas são mais adaptadas para impulsos e exercícios de grande intensidade. Corredores de maratona possuem maior abundância de fibras vermelhas, enquanto velocistas (100 m rasos etc.) possuem maior teor de fibras brancas.
A fadiga muscular é causada por uma série complexa de fatores, incluindo isquemia, hipóxia, depleção de substratos, acúmulo de catabólitos e acidose, além de alterações no mecanismo de neurotransmissão e do sistema contrátil. A fadiga muscular limita o desempenho atlético e predispõe a cãibras e mesmo a lesões musculares. Exercícios isotônicos aumentam a resistência muscular e o treinamento pode aumentar o teor muscular de mitocôndrias e a capacidade oxidativa a quase o dobro do usual, bem como maior densidade capilar, o que aumenta a capacidade de extração de oxigênio do sangue pelos músculos. A musculatura cardíaca não apresenta capacidade igual à da musculatura esquelética para aumentar seu desempenho e a capacidade miocárdica de bombear sangue com oxigênio limita a intensidade do exercício. O treinamento isométrico aumenta a força muscular, o que melhora o desempenho e a resistência, tanto em homens como em mulheres. Ocorre hipertrofia muscular mas sem alterações no tipo de fibras ou no teor enzimático. Exercícios de aquecimento ajudam a prevenir lesões aumentando a flexibilidade das fibras musculares e todo aquecimento para exercícios rotineiros ou competitivos deve ser acompanhado de uma sessão de estiramento de forma rotineira no início e de exercícios leves de esfriamento, após o treinamento. O exercício muscular afeta outros tecidos, juntamente com o tecido muscular. A coordenação e a eficiência devido ao melhor desempenho neuromuscular também ocorre, juntamente com maior densidade do tecido ósseo e da rigidez dos tendões, embora o exercício regular não diminua a intensidade da doença articular degenerativa.
O músculo esquelético contém uma reserva limitada de compostos com ligações fosfato de alta energia, sendo que a quantidade disponível de ATP (adenosina trifosfato) e de CP (creatina fosfato) é insuficiente mesmo para uma corrida de 100 metros rasos. Para a maior oferta de energia, existem três fontes:o glicogênio muscular endógeno, a glicose sanguínea e os ácidos graxos livres (AGL). Estes últimos originam-se dos depósitos musculares de triglicerídeos ou do tecido adiposo. Normalmente o músculo esquelético contém cerca de 120 g de glicogênio e o fígado, 70 g. Essas duas reservas proporcionam um adicional de 600 kcal de energia, o suficiente para uma corrida de quase 10 km. A glicose sanguínea proporciona apenas mais 40 Kcal, enquanto o tecido adiposo de uma pessoa normal proporciona 100.000 Kcal de energia. Em repouso e durante exercícios de pequena intensidade, a energia é fornecida por ambos, os ácidos graxos livres e o glicogênio muscular, ficando o tecido adiposo como uma grande reserva. Durante o exercício, as catecolaminas liberadas estimulam a lipase dos adipócitos, que agem sobre os triglicerídeos, liberando os ácidos graxos livres e o glicerol. Essa mobilização pode aumentar em até seis vezes o teor normal do sangue. A mobilização é acelerada pela cafeína, a qual pode poupar a utilização inicial do glicogênio. Por isso, o consumo de café com alto teor de cafeína (p. ex., café solúvel), uma a duas horas antes de uma grande corrida aumenta a oferta de energia, embora a utilização de substratos não seja alterada pela cafeína durante o exercício.
Na célula muscular, os AGL são metabolizados em acetilCoA, a qual, na presença de oxigênio, entra no metabolismo oxidativo das mitocôndrias (ciclo de Krebs). À medida que a intensidade do exercício aumenta, a contribuição dos AGL diminui e a importância do glicogênio aumenta. Em níveis perto de 80% da capacidade máxima, o glicogênio contribui em dobro em relação aos AGL, sendo mobilizado pela corrente circulatória de músculos inativos para o tecido muscular em atividade. A utilização metabólica do glicogênio depende da disponibilidade de oxigênio. Na sua presença, o glicogênio é metabolizado em piruvato, o qual entra no processo de oxidação nas mitocôndrias pela via do ácido cítrico. Quando a energia necessária não é obtida com a oferta de oxigênio (aeróbia), esta passa a ser gerada anaerobiamente, via glicólise. O metabolismo anaeróbio é muito menos eficiente: 1 g de glicogênio gera apenas 5% da energia gerada pela via aeróbia. Adicionalmente, o piruvato não pode ser convertido em acetilCoA, sendo reduzido a lactato. Este causa acidose que limita a atividade muscular, enquanto seu tamponamento com bicarbonato gera CO2, que leva à taquipnéia para sua eliminação. Grandes intensidades de trabalho têm sua limitação imposta pelo acúmulo de lactato. O treinamento aeróbico aumenta a capacidade de utilização de AGL, preservando o glicogênio. Adicionalmente, um regime de depleção do glicogênio muscular com vigoroso exercício e dieta pobre em carboidratos por três dias, seguida de um programa de exercícios leves com dieta com alto teor de carboidratos por três dias, pode duplicar as reservas musculares de glicogênio. Mesmo sem um programa de depleção prévio, a dieta rica em carboidratos pode aumentar o conteúdo muscular de glicogênio em até 80%, ao mesmo tempo que diminui a atividade da lipase lipoprotéica. A fibras musculares vermelhas são as mais sensíveis a essas mudanças, que não aumentam a velocidade, mas sim a resistência ao exercício (atividade superior a duas horas). Exceto o maior consumo de carboidratos, outros nutrientes, calorias, água, vitaminas e eletrólitos não precisam ser aumentados, podendo sua oferta ser igual às de indivíduo sedentário. A glicose sanguínea forma uma reserva modesta de energia, mas o exercício aumenta a sua utilização periférica em até 30% da necessidade total dos músculos, com maior liberação pelo fígado, por meio da glicogenólise e gliconeogênese. A glicemia permanece normal ou aumenta levemente durante o exercício discreto, mas hipoglicemia pode ocorrer caso a reserva hepática de glicogênio seja esgotada e o exercício intenso e prolongado consuma o glicogênio sanguíneo e muscular, surpreendentemente sem limitar o desempenho físico. As mudanças no metabolismo da glicose ocorrem na dependência de complexas influências neuroendócrinas, como aumento das catecolaminas circulantes, aumento da glicogenólise, da lipólise e dos níveis de hormônio de crescimento, cortisol e glucagônio, associada a queda nos níveis de insulina. A ingesta de glicose durante o exercício não aumenta a capacidade física, mas retarda a depleção muscular de energia, postergando a ocorrencia de fadiga, aumentando a resistência em exercícios longos. A ingesta de glicose antes do exercício causa aumento nos níveis de insulina, o que impede a mobilização de energia, diminui a lipólise e a glicogenólise hepática. O glicogênio muscular passa a ser o principal substrato para o exercício e pode ser depletado. A ingesta de frutose antes do exercício não causa esses efeitos metabólicos indesejáveis, mas a frutose não aumenta nem melhora a utilização de substratos para energia durante o exercício. Adicionalmente, a frutose pode causar distúrbios gastrintestinais. Por isso, contrariando crenças e hábitos pouco científicos, todo atleta deve ingerir, no período de duas horas antes de uma competição, apenas água, após uma dieta leve. A ingesta de glicose após o exercício aumenta a síntese muscular de glicogênio e pode ajudar na recuperação de exercícios prolongados. Durante o exercício a síntese protéica é deprimida e produtos nutritivos populares entre atletas, contendo aminoácidos, proteínas, vitaminas, fosfato e sais minerais não aumentam o desempenho físico. Exercícios físicos regulares podem ajudar na prevenção do diabetes mellitus tipo II, pois além de haver maior ligação da insulina a seus receptores, o tecido muscular aumenta a captação de glicose com níveis menores de insulina. Como o exercício aumenta a tolerância a glicose em diabéticos, pacientes em uso de insulina devem ter cuidados especiais e sempre orientação médica adequada. O exercício aeróbico regular altera o peso corporal e a composição do organismo, sendo que a natação é menos eficaz para diminuir o tecido adiposo do que o ciclismo ou longas caminhadas. Com ingesta calórica constante, o aumento na atividade física produz diminuição do peso corporal (uma caminhada de 50 km consome as calorias presentes em meio quilo de tecido adiposo). Um programa de exercícios que reduza a quantidade de tecido adiposo, pode aumentar a massa de tecido muscular, havendo pouca mudança no peso final do indivíduo. O exercício físico, dependendo de sua intensidade, pode exercer um efeito benéfico no metabolismo lipídico, pois aumenta os níveis de colesterol nas lipoproteínas de alta densidade (HDL), o colesterol removível, tanto em homens como em mulheres normais ou pacientes com doença isquêmica do coração devido a aterosclerose. Exercícios que causam um aumento igual ou maior do que 75% da freqüência cardíaca máxima é o mínimo necessário para o aumento do colesterol das HDL (HDL-C), como a prática de jogging numa distancia de 10 ou mais km semanais. Quanto maior a atividade maior o aumento, até um certo limite (p. ex., jogging de 70 km semanais). O importante é que o exercício seja periódico, para manter elevados os níveis de HDL-C, que ocorre devido o menor catabolismo das lipoproteínas HDL e maior transferência de lipídios para as lipoproteínas HDL. Exercícios isométricos não possuem esse mesmo efeito benéfico, enquanto andrógenos anabolizantes diminuem os níveis de HDL-C. Por outro lado, no exercício dinâmico, o colesterol total e as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) diminuem, a não ser que ocorra ganho ponderal.
Todo tipo de exercício produz hemoconcentração devido a perda de líquidos pelo suor e extravasamento nos capilares. A grande quantidade de calor produzida pelos músculos é dissipada através do suor, sendo possível a perda de até dois litros por hora, em exercícios intensos e em ambientes quentes. Como o suor é hipotônico, os níveis plasmáticos de sódio aumentam (hipernatremia) e o mesmo pode ocorrer com o potássio (hipercalcemia) devido ao efluxo do tecido muscular, mesmo na ausência de acidose sistêmica. A estimulação alfa-adrenérgica contribui para o aumento do potássio sérico durante um exercício intenso, enquanto mecanismos beta-adrenérgicos protegem contra a hipercalemia promovendo a captação celular de potássio. Os níveis de potássio voltam ao normal poucos minutos após o término do exercício. A diminuição do volume sanguíneo juntamente com o desvio do fluxo de sangue dos rins para a musculatura esquelética produz grande diminuição do volume urinário durante o exercício. O aumento da osmolaridade plasmática desencadeia a sede, sendo que geralmente o volume ingerido é inadequado e incompleto durante eventos atléticos. A depleção de volume prejudica o desempenho atlético e pode contribuir para a disfunção renal e muitos treinadores limitam a ingesta de líquidos pelos atletas pelo temor de cãibras. Na verdade, atletas toleram grandes quantidades de água durante breves pausas no exercício e a ingesta de líquidos deve ser abundante. Soluções com glicose, sódio e potássio possuem pouca eficácia em termos fisiológicos e a água é um excelente líquido para reposição. Entretanto, em eventos extremos, como uma maratona de 50 quilômetros ou mais, a ingesta de grandes volumes de água pode ocasionalmente produzir intoxicação pela água e grave hiponatremia. A intoxicação pela água é improvável em exercícios com menos de seis horas de duração. Atletas não necessitam de suplementação de potássio ou sal. Alterações nos níveis de fosfato têm sido observada em competidores, mas a suplementação de fosfato não interfere de forma consistente no desempenho atlético.
O exercício físico pode trazer grandes benefícios psicológicos ao ser humano, produzindo estimulação e relaxamento psíquico. A melhora do humor, da auto-estima e da capacidade de trabalho tem sido observada em pessoas saudáveis e em pessoas submetidas a reabilitação cardíaca. Exercícios agudos aliviam a ansiedade e a tensão, embora a duração seja temporária por duas a cinco horas. A atividade física reduz o risco de aparecimento de depressão e a incidência de depressão em pacientes com predisposição diminui com a prática de exercícios diários, além de haver uma melhor capacidade de adaptação ao estresse. Um treinamento físico reduz a resposta simpaticoadrenal ao estresse em jovens e em pessoas com personalidade tipo A. Durante o exercício físico ocorre alterações nos níveis plasmáticos de monoaminas e de neuropeptídios no sistema nervoso central, causando profundas mudanças nas funções neuroendócrinas. Inúmeras funções neurológicas, como respostas visuais evocadas, condução nervosa periférica e tempo de reação aumentam com o bom condicionamento físico, enquanto os níveis de beta-endorfina plasmática aumentam no exercício aeróbico agudo. O treinamento físico também pode diminuir o catabolismo das endorfinas, sendo possível supor que as alterações nos níveis de peptídeos opióides endógenos mediados pelo exercício físico podem causar mudanças subjetivas e do humor do atleta, benéficas não apenas da atividade física, mas no perfil psicológico do indivíduo.
Muitas alterações fisiológicas atribuídas ao processo de envelhecimento são semelhantes àquelas da inatividade e falta de exercícios. Ocorre descalcificação óssea, diminuição na capacidade de extração de oxigênio, no débito cardíaco, na massa de glóbulos vermelhos, na tolerância a glicose e na massa muscular, a resistência periférica total e a pressão sistólica assim como o colesterol plasmático aumentam. Todas essas alterações mórbidas do sedentarismo podem ser revertidas pelo exercício. Embora não seja ainda conclusivo que o exercício pode retardar as alterações fisiológicas do envelhecimento, informações sugestivas existem. Embora a freqüência cardíaca máxima diminua com a idade, o volume sistólico pode aumentar para manter o débito cardíaco no exercício, em pessoas idosas saudáveis e ativas. A diminuição do consumo máximo de oxigênio relacionada com a idade é duas vezes maior em pessoas sedentárias do que em pessoas ativas e mesmo treinamento leves em idosos aumentam a capacidade de consumo de oxigênio em idosos. Grande parte da disfunção cardiovascular atribuída à idade é causada pelo desuso ou doença. O exercício ajuda a prevenir a diminuição da função vascular periférica relacionada à idade observada em pessoas sedentárias. Um bom treinamento aumenta a tolerância a glicose e melhora os níveis séricos de lipídios tanto em idosos como em jovens e exercícios regulares atenuam a diminuição idade-dependente do metabolismo em repouso. A resposta muscular ao exercício é semelhante a idosos e em jovens e exercícios são seguros em pessoas idosas desde que simples precauções sejam adotadas. Caminhadas aumentam a capacidade aeróbica em pessoas acima de 70 anos, para as quais não é recomendado o jogging. Programas caseiros de exercício para idosos são eficazes e seguros e estudos demonstram que é possível maior prevenção de doenças cardiovasculares com a prática de exercícios aeróbicos. Programas de exercício isométrico são úteis em pessoas acima de 70 anos, para aumentar a força muscular.
O treinamento e a prática regular de exercícios pode modificar favoravelmente a ocorrência da aterosclerose e fatores que a influem, como hipertensão arterial, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hiperinsulinemia e estresse físico. Diversos estudos epidemiológicos com milhares de homens e mulheres de diferentes faixas etárias são unânimes em evidenciar que o exercício regular reduz de forma significativa o risco de doença arterial coronariana, enquanto a vida sedentária é um dos principais fatores independentes de risco. A atividade física vigorosa reduz de forma significativa o risco de infarto do miocárdio fatal, principalmente em adultos jovens. A prática de esportes no período escolar, seguida de abandono na vida adulta não possui nenhum efeito protetor, devendo por isso ser continuada nos anos subseqüentes. A proteção do exercício regular ocorre na presença ou ausência de outros fatores de risco, prolongando de forma inequívoca a vida do indivíduo, reduzindo a mortalidade, em ambos os sexos. Além de reduzir o risco de doença arterial coronariana a atividade física diminui o risco de câncer de cólon, de câncer de mama e de neoplasias dos órgãos reprodutores, desde que iniciado no período escolar e mantido de forma permanente. Os fatores de risco coronariano podem ser classificados em termos de risco relativo por meio da metaanálise, sendo o risco relativo da hipertensão arterial de 2,1, da hipercolesterolemia de 2,4, do tabagismo de 2,5 e do sedentarismo de 3,0 a 8,0, comparando com pessoas fisicamente ativas. Por essa razão, o sedentarismo constitui-se numa das principais causas contribuindo para a epidemia de doença arterial coronariana nos países modernos.
A deambulação precoce e a diminuição no tempo de hospitalização dos pacientes com infarto não complicado são condutas comprovadamente seguras e a permanência no leito por um a três semanas podem causar efeitos deletérios sobre as repercussões fisiológicas do organismo humano. Estas podem representar uma diminuição de 20 a 25% na capacidade de trabalho, 10 a 15% da massa muscular e uma diminuição de 0,7 a 0,8 l de volume sanguíneo circulante, o suficiente para causar hipotensão ortostática. Ao mesmo tempo ocorre um aumento na viscosidade sanguínea, com maior risco de tromboembolismo e discreta diminuição na capacidade vital e volumes pulmonares. A deambulação precoce previne todos esses problemas e proporciona benefício fisiológico importante. Apenas a atividade física leve é permitida ao paciente hospitalizado sendo que aqueles com isquemia recorrente, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias ou hipotensão devem fazer repouso completo e receber tratamento clínico intensivo. Ao receber a alta hospitalar, todo paciente deve receber instruções detalhadas sobre sua capacidade física, incluindo orientações sobre caminhadas, subir escadas, atividade sexual e retorno ao trabalho. Testes de exercício submáximo podem auxiliar na formulação de um programa específico de exercícios. Após dez a 20 semanas o paciente pode estar apto para um programa mais intenso de exercícios. A maioria dos programas de reabilitação aceita pacientes com angina estável, em recuperação de cirurgia de derivação aortocoronariana e mesmo pacientes com significativos fatores de risco. Todos os pacientes devem ser submetidos a rigorosa avaliação clinica e testes de esforço. As contra-indicações ao exercício são a angina instável, insuficiência cardíaca congestiva, aneurisma aórtico, estenose aórtica importante ou estenose subaórtica hipertrófica, regurgitação aórtica sintomática ou doença da válvula mitral, arritmias graves, hipertensão arterial de difícil controle e hipotensão ou síncope ao exercício. O programa de exercícios deve ser individualizado e feito sob rigorosa supervisão médica, durando em média três meses, com a participação do paciente três vezes por semana. Cada sessão inclui uma etapa de aquecimento, um tempo de exercícios de 20 a 40 minutos e um período de esfriamento. Os exercícios geralmente são feitos na forma de longas caminhadas, jogging ou bicicleta estacionária em intensidade suficiente para aumentar a freqüência cardíaca em torno de 70 a 85% da capacidade máxima determinada pelo teste de esforço. O paciente deve ser ensinado a monitorar sua freqüência cardíaca e a reconhecer quaisquer problemas ou sinais destes. Exercícios menos intensos para serem feitos em casa devem ser estimulados para o paciente prosseguir após a conclusão de um programa mínimo de três meses sob supervisão médica. A dieta pobre em gorduras e rica em carboidratos é benéfica para todo paciente desenvolvendo um programa regular de exercícios. O abandono do tabagismo e o controle e a prevenção de situações de estresse devem ser efetuados, com a participação de familiares do paciente. A prática de exercícios não causa regressão na aterosclerose já estabelecida, possuindo apenas papel profilático. Exercícios caseiros, sem supervisão médica, podem ser realizados por pacientes de baixo risco, sendo importante orientação médica permanente dos demais pacientes. Um programa de exercícios pode ser benéfico para produzir redução sintomática e melhora funcional de doenças vasculares periféricas, em pacientes com claudicação.
Os mais necessitados de um programa regular de exercícios são os integrantes da população geral que vivem de forma sedentária e supostamente saudável. Todo indivíduo sadio deve ser motivado a realizar exercícios de forma regular, no mínimo três vezes por semana, após avaliação médica. Esta avalia a história familiar de problemas coronarianos, hipertensão arterial, acidentes vasculares cerebrais ou morte súbita, hábitos de vida (tabagismo, sedentarismo, obesidade) e possíveis anormalidades cardiovasculares, pulmonares ou vasculares periféricas. A glicemia de jejum, dosagem do colesterol e da creatinina podem ser realizadas para uma avaliação mais ampla. Adultos jovens sem fatores de risco, sintomas ou anormalidades clinicas não precisam de controle clinico, estando livres para praticar esportes ou para a prática de atletismo. Indivíduos acima de 40 anos devem fazer um teste de esforço antes do início de um programa vigoroso de exercícios, mesmo que sejam assintomáticos e sem fatores de risco, ainda que em 80% dos casos os resultados sejam negativos e os custos elevados. O teste é de grande utilidade para detectar possíveis arritmias induzidas pelo exercício, estabelecer a freqüência cardíaca máxima para a prescrição do exercício e determinar a capacidade de trabalho. Testes mais elaborados, como Holter ou ecocardiografia são úteis na avaliação dos indivíduos com suspeita de anormalidades cardiovasculares na história e exame clinico. O sucesso de um programa de exercícios depende da freqüência, duração e intensidade do exercício. Pelo menos três sessões semanais devem ser feitas, num esquema de dias alternados, sendo que cada sessão deve consistir em 15 a 60 minutos de atividade aeróbica contínua. Indivíduos destreinados podem começar gradativamente com tempos menores até atingir a duração ideal. Cada sessão de exercícios deve ser precedida de "aquecimento" de cinco a dez minutos, com alongamento e caminhadas. Esses mesmos exercícios podem ser feitos após o exercício, numa etapa de "esfriamento". O nível de catecolaminas continua a subir após o exercício, podendo causar arritmias, razão pela qual um período de esfriamento é benefico, principalmente em pacientes idosos ou hipertensos/cardiopatas. A freqüência cardíaca que atinja 75 a 85% do máximo é aceita como ótima para o treinamento e caso o teste de esforço não seja realizado num indivíduo normal, a freqüência cardíaca máxima pode ser calculada subtraindo-se a idade do paciente de 220. Os exercícios dinâmicos (isotônicos ou aeróbicos), nos quais um grande número de grupos musculares são usados continuamente de forma rítmica e por períodos prolongados, são a forma ideal. O Quadro 1 apresenta um roteiro para a prescrição de exercícios.
1. Tipo de exercício: aeróbico, alongamento para flexibilidade, exercício de resistência para tônus muscular.
2. Intensidade do exercício: moderada (capacidade de 50 a 75%), freqüência cardíaca (FC) de 60 a 85% da FC máxima (FCM = 220 - idade).
3. Duração do exercício:25 a 45 minutos por sessão.
4. Freqüência do exercício:
- diário (com FCM menor que 65% da FCM e duração menor que 30 minutos)
- dias alternados (maior que 65% FCM e duração maior que 30 minutos)
5. Sessão de exercícios:
- aquecimento (3 a 5 minutos)
- condicionamento (15 a 40 minutos)
- resfriamento (2 a 5 minutos)
6. Evolução dos exercícios: constância diária, manter FCM, orientação médica mensal.
7. Cautelas com exercícios: dores musculoesqueléticas, dispnéia, claudicação, dor torácica, tonteiras, náuseas, vômitos (diminuir intensidade).
Raramente complicações podem surgir na realização de exercícios e todo indivíduo deve ser instruído para possíveis sinais e sua prevenção. A própria realização adequada dos exercícios (aquecimento, exercícios, esfriamento) ajuda a prevenir possíveis problemas. Para a maior segurança, todo exercício realizado em academias, escolas e universidades deve se feito sob a supervisão de um professor de educação física e de um médico experiente na área. O Quadro 2 apresenta as alterações mais comuns causadas pelo exercício e possíveis complicações, que são raras em indivíduos normais, mas passíveis de ocorrer em pacientes que realizam exercícios físicos sem supervisão médica.
Cardíacas
- Bradicardia
- Hipertrofia ventricular
- Angina, infarto e morte súbita (doença prévia)
- Arritmias (doença prévia)
- Ruptura aórtica (síndrome de Marfan)
- Miocardite (exercício durante infecções virais)
Pulmonares
- Broncodilatação (normais)
- Broncoespasmo (asmáticos, fazer uso prévio de medicação)
- Edema pulmonar (altas altitudes)
Alérgicas
- Fadiga, prurido, urticária generalizada, angioedema
- Anafilaxia (história de atopia, uso de medicação específica)
Gastrintestinais
- Pirose, náuseas, vômitos
- Diarréia
- Sangramento oculto (anemia ferropriva pode ocorrer)
Endocrinológicas
- Distúrbios menstruais (atraso da menarca, oligomenorréia, amenorréia)
- Osteoporose (amenorréia prolongada), fraturas
- Melhor controle da diabetes
- Hipoglicemia (diabetes insulino-dependente, prevenir com ingestão de leite, evitar álcool, beta-bloqueadores)
Musculoesqueléticas
- Elevação de níveis de enzimas plasmáticas (CK)
- Rabdomiólise, mioglobinúria (exercício exagerado)
- Dores musculares, edema, induração
Genitourinárias
- Oligúria
- Proteinúria
- Hematúria microscópica (benigna)
- Incontinência urinaria (1/3 em exercícios intensos)
Hematológicas
- Anemia discreta
Térmicas
- Hipertermia
- Cãibras
- Desidratação
- Choque térmico (rubor, pele seca, desidratação, taquicardia, coma, convulsões) - Emergência médica
Neurológicas
- Cefaléia (benigna)
Cutâneas
- Pele seca, queimaduras (exposição solar excessiva)
- Tinhas (sudorese)
Musculoesqueléticas (mais comuns)
- Entorses, deslocamentos
- Tendinite, bursite, fasciite
- Distensão e dor muscular
- Sinovite traumática
- Miosite, periostite
- Fraturas (quedas, traumatismos)
Conseqüentes ao uso de drogas e anabolizantes
- Anabolizantes aumentam massa muscular mas não a força
- Anabolizantes podem causar neoplasias hepáticas, intolerância à glicose, hipertensão arterial, atrofia testicular, oligospermia, amenorréia, acne, alopécia
- O Comitê Olímpico (CO) proíbe anfetaminas e similares, cocaína, simpaticomiméticos (vasoconstritores nasais), narcóticos, analgésicos, anabolizantes
- A cafeína foi excluída da lista do CO em 2004 bem como da Lista da Agencia Mundial Contra as Drogas ( www.wada.org).
- Medicamentos como albuterol, terbutalina, cromoglicato, teofilina e corticosteróides podem ser usados, desde que comunicados ao CO.