Home > Biografias

CLEÓPATRA é o nome de várias rainhas macedônias do Egito. Mas a mais famosa delas viveu de 69 a 30 a.C (Cleópatra VII), a última da linhagem dos Ptolomeus, que governaram o Egito por quase 300 anos. Além de uma beleza não magnífica, ela era espirituosa, inteligente e ambiciosa. Cleópatra exerceu forte influência sobre os destinos de Roma, graças às relações amorosas que manteve com Julius Caesar e Marcus Antonius. Última rainha da Dinastia Lágida, filha de Ptolomeu XII, Cleópatra nasceu em Alexandria no ano 69 a.C. e subiu ao trono do Egito em 51 a.C., quando seu pai, Ptolomeu XI, chamado Aulete, morreu. O pai deixara o reino em testamento para o filho Ptolomeu XIII, então com dez anos, e para Cleópatra, prevendo o casamento entre ambos, segundo a tradição. O irmão de Cleópatra, Ptolomeu XII, então com cerca de dez anos, foi feito co-regente. Em 49 a.C., os tutores do jovem Ptolomeu tomaram para ele o poder e afastaram Cleópatra do trono. Quando Júlio César chegou a Alexandria em 48 a.C., em perseguição a Pompeu, Cleópatra foi secretamente introduzida no palácio e César se apaixonou por ela. Seguiu-se uma breve guerra civil na qual seu irmão foi derrotado e afogado enquanto tentava escapar. Um outro irmão mais moço, Ptolomeu XIII, passou então a dividir o trono com Cleópatra. Em 46 a.C. ela seguiu para Roma, onde deu à luz Ptolomeu XV Caesar, conhecido como Cesarion. Com o assassinato de Caesar, em 44 a.C., Cleópatra voltou ao Egito.
De volta ao Egito, ela mandou matar o seu irmão para que Cesário, seu filho com César, pudesse governar com ela como Ptolomeu XIV. Em 41 a.C., depois da batalha de Filipos, Cleópatra encontrou-se com Marco Antônio em Tarso, na Ásia Menor. Ela estava vestida como Afrodite, a deusa grega do amor, e imediatamente Marco Antônio apaixonou-se por ela, indo visitá-la em Alexandria. Ele se casou com ela em 37 a.C., depois de abandonar sua mulher Otávia, irmã de Otávio, o futuro imperador Augusto. Marco Antônio e Cleópatra passaram então a agir conjuntamente para realizar suas ambições. Ele queria ser o único governante de Roma e considerava a posse das riquezas do Egito bastante necessária. Ela, ao mesmo tempo, desejava fazer do Egito um parceiro do império, e não uma província conquistada. Assim como antes ela havia esperado governar o mundo romano como rainha de César, agora desejava governar como a favorita de Marco Antônio.
O resultado desta aliança foi uma guerra entre Marco Antônio e Otávio. Marco Antônio perdeu muitos dos seus aliados romanos porque se opunham às ambições de Cleópatra. Em 31 a.C., Marco Antônio perdeu a batalha naval de Áccio, na costa ocidental da Grécia. Ele e Cleópatra fugiram para Alexandria. Enquanto Otávio os perseguia, Cleópatra levou Marco Antônio ao suicídio fazendo circular a notícia de que ela havia se matado. Ela se instalou num mausoléu construído para o seu próprio enterro e enviou uma mensagem a Marco Antônio dizendo-lhe que estaria morta quando a mensagem chegasse a ele. Antes de morrer, Marco Antônio soube que Cleópatra ainda vivia. Seus seguidores o levaram até Cleópatra e ele morreu em seus braços.
Cleópatra tentou então sem sucesso seduzir o frio Otávio. Para não sofrer a humilhação de ser levada para Roma, onde Otávio poderia exibi-la, ela se matou. Diz a tradição que Cleópatra tinha uma serpente naja que lhe fora trazida em segredo numa cesta de figos. Ela colocou duas najas sobre seu corpo e morreu da picada. Otávio ordenou que ela tivesse um magnífico funeral e que seu corpo fosse colocado perto do de Marco Antônio, conforme era do desejo dela. Depois de sua morte, seu filho Cesário foi executado pelos romanos para evitar que ele se considerasse herdeiro de César e legítimo governante do Império Romano. A reputação de Cleópatra na história provém em grande parte de inescrupulosa propaganda promovida por Otávio, que fez Marco Antônio aparecer como vítima de sua paixão por uma sedutora oriental. Os poetas romanos Virgílio e Horácio adotaram também esta versão. A história de Cleópatra foi contada várias vezes na literatura. Encontra-se dramatizada na famosa peça Antônio e Cleópatra de Shakespeare, em Tudo pelo amor de John Dryden, e em César e Cleópatra de George Bernard Shaw.