Os efeitos do café no ser humano não podem ser comparados ao da cafeína isolada

A substância mais pesquisada e conhecida do café é a cafeína, descoberta na Alemanha em 1820 pelo químico Ferdinand Runge. Deste então a ciência médica dedicou uma atenção quase que obsessiva e exclusiva à cafeína e muito pouca aos demais compostos bioativos do café, como a niacina, sais minerais e os ácidos clorogênicos/quinídeos, dentre centenas de outros, a maioria voláteis. A grande maioria dos artigos médico-científicos avaliam os efeitos da cafeína sobre o organismo humano ou sobre tecidos isolados, algo que não pode ser extrapolado para o café. Caso a ciência fosse realmente rigorosa, poderíamos dizer que ainda são necessários mais estudos com o café (café torrado e moído, café solúvel, café descafeinado, etc), particularmente conhecendo o teor final de seus componentes, pois a maioria deles, ao contrário da cafeína, que é termoestável, são termolábeis. Por isto nem todos os cafés possuem a mesma composição e assim os mesmos efeitos sobre o organismo humano.