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Giovanni Giacomo Casanova

Giovanni Giacomo Casanova

Giacomo Casanova nasceu em 2 de abril de 1725 em Veneza, um ano importante para a música barroca, pois George Frideric Handel compôs Trio Sonata em Sol Maior enquanto Alessandro Scarlatti compôs antes de morrer em outubro deste ano Sonatas para Flauta e Cordas: nº 1 em Dó Maiorr e Antonio Vivaldi fez sua obra mais conhecida e divulgada - Doze Concertos, incluindo as Quatro Estações, uma obra composta para violino e orquestra. Em 1703, Vivaldi tornou-se padre, vindo a ser apelidado de Il Prete Rosso, "O Padre Vermelho", muito provavelmente devido ao seu cabelo ruivo. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de raparigas chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas.

Casanova morreu em 4 de junho de 1798, em Dux, na antiga Bohemia, hoje Republica Tcheca. Também foi conhecido pelo nome de Jean-Jacques, Chevalier De Seingalt, Casanova foi um escritor e aventureir italiano que interrompeu duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e a eclesiástica - e levou uma vida acidentada e dissoluta. Acusado de práticas ocultistas, foi priso em Veneza - prisão Os Plomos (1755), de onde fugiu. Tornou-se conhecido principalmente como o príncipe dos aventureiros e grande sedutor, o que fez de Casanova o símbolo da libertinagem. Sua autobiografia contém suas aventuras, certamente exageradas, pois todo homem gosta de se afirmar como um grande conquistador. Mas sua obra é uma descrição esplêndida da sociedade do século XVIII nas capitais de Europa. Filho de um ator, Casanova foi expulso do seminário de São Cipriano por sua conduta escandalosa (pois seduzia todas as devotas e freiras), iniciando assim uma carreira de viagens e aventuras. Após trabalhar para um cardeal, tornou-se violionista em Veneza, juntou-se a ordem Masson (1750) em Lyon, viajou para Paris, Dresden, Praga e Viena. Em 1775, quando estava em Veneza, Casanova foi denunciado como feiticeiro e bruxo e foi sentenciado a cinco anos na prisão sob o telhado do palácio do Doges. Em 31 de outubro realizou uma fuga espetacular e fugiu para a França. Lá fez fama e fortuna, onde criou em Paris a Loteria, que viraria uma moda mundial séculos mais tarde, sem corromper ninguém nem pagar comissões nem caixa dois. Em 1757 era um nome conhecido e apreciado entre a aristocracia francesa. Onde quer que fosse, Casanova confiava no seu charme e encanto pessoal para ganhar a influência, amizades e seduzir mulheres. Nas festas e nos bares sua bebida preferida era o café. Fugindo de seus credores em Paris em 1760, após mudar seu nome para Jean-Jacques, Chevalier de Seingalt (que reteve para o resto de sua vida), viajou para a Alemanha, Suíça (onde se encontrou com Voltaire), para o sul da França e depois para Florença (de onde foi expulso), e finalmente para Roma, após passar uma temporada em Londres. Em Berlim (1764) Frederick II oferecera-lhe abrigo. Casanova também viveu curtas temporadas em Riga, St. Petesburgo e Varsóvia. Um escândalo (sempre seduzindo mulheres dos outros que ficavam embriagados de vinho nas festas enquanto bebia café), um desafio para um duelo forçou-o a fugir novamente, indo desta vez para a Espanha. Entre 1774 e 1782 recebeu permissão para retornar ao território Veneziano, onde atuou como um espião para os governantes locais. Sua missão era seduzir as mulheres dos inimigos do estado e obter informações comprometedoras para prendê-los. Viveu seus últimos anos (1785-98) na Boemia, trabalhando como bibliotecário para von Waldstein no Château de Dux. Tão versátil em sua escrita como em sua carreira, Casanova escreveu um verso ocasional - O Crítico, uma tradução do Ilíada (1775) e um panfleto satírico de Veneza, especialmente sobre a poderosa família dos Grimani. Seu trabalho mais importante, entretanto, é sua autobiografia, publicada primeiramente após sua morte como Mémoires de J. Casanova de Seingalt, 12 vol. (1826-38). A edição definitiva, baseada nos manuscritos originais, foi publicada em 1960-62 com o título "Histoire de ma Vie" (A história de minha vida). Este trabalho apresenta ao leitor a vida dissoluta de Casanova e estabeleceu sua reputação como um grande sedutor das mulheres, que deu origem ao mito. Tudo graças ao café, sua bebida predileta.